Merece crédito os manuscritos do Mar Morto?

 
Quem acompanha os estudos postados em nosso site, já deve ter percebido que, no que diz respeito a textos antigos das escrituras hebraicas, constantemente fazemos uso dos Manuscritos do Mar Morto/Manuscritos de Qumram, para corroborar com aquilo que nos propomos a abordar em nossos estudos. E, por que assim fazemos? E, a resposta é simples: assim fazemos, em razão desses manuscritos serem considerados até o momento, os textos mais antigos, no que diz respeito aos Escritos Hebraicos!
 
Aliás, convém mencionarmos o seguinte a respeito disso: pesquisadores em seu trabalho árduo na busca por evidências arqueológicas, encontraram Papiros escritos em hebraico, datados do Século II AEC, período esse que, alguns textos achados em Qumram, também são datados! E, o que nos chama a atenção é, a semelhança existente nos textos massoréticos datados do Século X de nossa Era, os quais serviram de base para a elaboração da Bíblia Hebraica, com os textos antigos, datados do Século II AEC e Século I EC!
 
Atentar-se para esse fato, é fundamental! E, por que assim falamos? Porque infelizmente, ainda há quem ache que o que temos hoje, é resultado de um hebraico moderno, o que NÃO É VERDADE! Infelizmente, ainda há quem acredite que, o que temos hoje, é resultado de uma adulteração do hebraico moderno, o que também, NÃO É VERDADE! 
 
É preciso termos em mente o seguinte: o que temos hoje, considerado por alguns como sendo hebraico "moderno", de moderno nada tem! Ao contrário! Esses achados antigos, tem testificado que esses textos hebraicos, considerados por alguns, como "modernos", NÃO apresentam diferenças "gritantes" em sua grafia, de modo a desqualificá-las! 
 
Em razão disso, quando nos propomos a analisar textos antigos, faz-se necessário nos atentarmos para o seguinte fator: Escrita Plena e, Escrita Defectiva. E, o que seria isso? Bom... numa explicação simples, de modo a facilitar a compreensão do leitor, explicaremos um e, outro, através de exemplos, onde faremos uso da palavra/termo Elohim.
 
Nos textos antigos, como os do profeta YeshaYahu(Is), encontrados em uma das Cavernas em Qumram, a palavra Elohim é grafada da seguinte maneira: אלוהים, ou seja, com alef; lâmed; VAV; hê; iod; mem sofit. Essa forma gráfica é o que chamados de grafia Plena/completa, onde a sinalização do som vocálico, NÃO é feito por sinais massoréticos, mas SIM com consoantes vocálicas, conhecidas como "mães de leitura". 
 
Já nos textos massoréticos, contidos nos Codex, datados do Século X, Elohim aparece grafado da seguinte maneira: אלהים, ou seja, com alef; lâmed; hê; iod; mem sofit. Nessa forma, o vav NÃO consta na grafia dessa palavra! O som vocálico representado pelo Vav "O", é sinalizado pelo sinal massorético Rolem, o qual vem acima do lâmed! É essa forma de escrita, que chamamos de grafia Defectiva, isto é, uma forma gráfica na qual a sinalização vocálica NÃO se dá com consoantes vocálicas, mas SIM, por meio de sinais vocálicos, nominados: sinais massoréticos!
 
E, a respeito do uso da forma plena e/ou defectiva, veremos nesse estudo que ela não se deu apenas após a criação de sinais massoréticos! O Papiro de Nash é um exemplo claro acerca do que estamos falando e, à medida que o leitor for lendo esse estudo, observará tais fatos!
 
Por isso, afirmamos que, o não ter conhecimento de causa, é um PERIGO! Por isso, temos nos deparado constantemente com pessoas menosprezando; blasfemando e; colocando em dúvida termos; palavras e; nomes contidos nesses achados antigos, como se eles fossem falsos, como se eles tivessem sido enxertados nas Escrituras, quando na verdade, NÃO é isso que os achados arqueológicos tem testificado e/ou revelado!
 
Assim sendo, cremos que, o primeiro passo para quem se coloca a ensinar e, para quem busca o conhecimento da verdade é, o devido cuidado em analisar os fatos; em analisar as evidências, de modo que, a verdade resplandeça e, todos por ela sejam iluminados!
 
Mas... nem todos que se colocam a ensinar, nem todos que se dizem defensores da verdade, querem ter o trabalho de analisar; verificar; constatar; contextualizar... para estes é mais fácil reproduzir o canto do pássaro que está ao longe.. longe de seus olhos; longe de seu entendimento!
 
Em razão disso, propomo-nos a elaboração desse estudo, afim de apresentarmos ao leitor, informações que o conduza a um entendimento acerca desses vestígios arqueológicos, a saber, os achados de Qumram, os quais trazem luz ao entendimento dos buscam a verdade e; a testificação acerca do que temos em mãos!
 
 
A batalha pela autencidade e pela antiguidade
 
Antes de iniciarmos nossa abordagem "se podemos ou não dar crédito aos achados de Qumram, convém mencionarmos o seguinte: antes destes serem descobertos, os textos mais antigos em hebraico que tínhamos disponíveis, datavam do século X EC(Era Comum), são eles: o Codex de Alepo e, o Codex de Leningrado. Porém, em 1902, foi encontrado no Egito o Papiro de Nash, o qual é datado do Século II AEC, ou seja, antes do nascimento do Ungido! 
 
Neste Papiro de Nash, está contido o Decálogo, conhecido como Dez Mandamentos e; a Oração Shemá YsraEl, nos quais encontramos palavras, termos e, Nome escritos da mesma forma, que se encontram nos textos massoréticos, dos quais o Canon Judáico foi elaborado, evidenciando dessa forma que, o discurso em que se apregoa que os textos hebraicos dos dias de hoje são "modernos", de "moderno" NÃO TEM NADA!
 
Assim sendo, afim de contribuir para um melhor entendimento do leitor, abaixo colocamos imagens digitalizadas de alguns textos achados em Qumram( datados do ano 200 antes do nascimento do Ungido - a 100 anos depois do nascimento dEste); bem como o texto contido no Papiro de Nash, que conforme já mencionamos, é datado do ano 200 antes do nascimento do Ungido.
 
Vejamo:
 
Foto 1: Comentários de Habaquque - um dos achados em Qumram
 
 
Foto 2: Rolos do Templo - um dos achados em Qumram
 
 
 
Foto 3: Rolo de YeshaYahu(Isaias) - um dos achados em Qumram
 
 
 
Colocamos em destaque nos textos acima, a palavra Elohim, embora saibamos que inúmeras outras palavras são encontradas nos mesmos, mas reservamo-nos em fazer uso apenas de uma palavra, de modo a não tornarmos nosso estudo longo por demais!
 
Como podemos perceber, em todos os textos encontrados nas Cavernas de Qumram, a grafia é semelhante, mesmo havendo entre eles uma diferença temporal, no qual temos textos datados do Séc.II AEC e, textos datados do Século I EC. 
 
E, no intuito de abordarmos o tema proposto nesse estudo, propomo-nos a elaboração de uma análise comparativa entre os manuscritos achados em Qumram e, o Papiro de Nash, encontrado no Egito, afim de verificarmos se há ou não, semelhanças na grafia das palavras contidas neles.
 
Vejamos abaixo, a imagem digitalizada do Papiro de Nash:
 
 
Comparando o texto acima, contido no Papiro de Nash, com os textos achados em Qumram, é notório a semelhança na grafia e, nas palavras contidas nelas, como por exemplo: shamaim; eretz; El; Elohim; Eloheka... quem desejar verificar outras imagens digitalizadas de textos achados em Qumram, nas quais essas palavras aparecem, acesse o link: www.oholyao-em-queimados-rj.com.br/palavras-usadas-na-congregacao-do-yahu/
 
Sendo assim... uma vez pois, constatado a semelhança gráfica entre esses textos, prosseguiremos em nossa análise acerca do tema proposto nesse estudo, como por exemplo, a comparação dos textos achados em Qumram, com os Codex de Leningrado e Aleppo, os quais antes da descoberta dos textos de Qumram e, os Papiros de Nash, eram tidos como os textos hebraicos mais antigos!
 
Vejamos as imagens digitalizada abaixo:
 
Foto 1 - Codex de Leningrado
 
 
 
Foto 2 - Codex de Aleppo
 
 
Comparando os textos contidos nos Codex acima, com os textos achados em Qumram, podemos perceber a semelhança na escrita, bem como no que diz respeito as palavras contidas nesses textos, lembrando que, ao contrário dos textos contidos nos Codex, os textos de Qumram NÃO contém sinais massoréticos, de modo que, nesse caso, para sinalizarmos a presença de vogais nas palavras, fazia-se uso de Consoantes vocálicas, conhecidas como: "matres de lectionis ", ou seja, mães de leitura, as quais também exerciam função de vogais, são elas: o Vav; o Iod; o Hê.
 
Daí, percebermos que o termo Elohim nos textos em Qumram, apresenta-se escrito da seguinte maneira: אלוהים, onde o Vav sinaliza a vogal O, enquanto o Iod sinaliza a vogal I. Percebam que, embora a datação do Papiro de Nash seja do Século II AEC, como é o de alguns textos achados em Qumram, na grafia do termo Elohim, NÃO encontramos a letra VAV, mas isso NÃO significa que a ausência desta consoante vocálica, dê a esse termo, uma nova pronúncia ! 
 
Já nos Codex, a palavra/termo Elohim, aparece escrita de maneira semelhante a que encontramos no Papiro de Nash, ou seja: אלהים. Porém, os textos contidos nos Codex, ao invés de terem as vogais sinalizadas por consoantes conhecidas por mães de leitura(iod; hê; vav), estas são representadas por sinais massoréticos! Neste caso, na palavra Elohim, ao invés do Vav, o que se tem é o Lamed acompanhado pelo sinal massorético: Rolem, o qual tem som de O.
 
Diante disso, quando nos deparamos com pessoas afirmando que, o que temos hoje é um "hebraico moderno", nossa reação é de espanto! Afinal, como falarmos que algo é moderno, se o que temos hoje é testificado em textos com mais de 2000 anos?
 
Bom... quanto a isso..., vale a pena a elaboração de um outro estudo! Porém, nosso foco agora é, sabermos se podemos ou, não darmos crédito aos achados em Qumram!
 
Vejamos...
 
Como bem sabemos, todo achado arqueológico, quando vem a tona, suscita debates; desconfianças... dúvidas! Ainda mais, quando esses achados estão relacionados a textos bíblicos... assim sendo, dá para imaginar o "burburinho", e os debates que esses achados trouxeram para os centros de estudos das escrituras, mundo afora ... debates em que se contestava não apenas a datação desses achados, mas também, a sua autenticidade!
 
No que tange aos textos achados em Qumran, os mesmos em sua maioria, foram encontrados num estado de fragmentação, com exceção dos textos do profeta YeshaYahu(Is), que em razão do seu bom estado de conservação, permite ao leitor a constatação da semelhança que há entre os escritos contidos nos Codex, em particular, o Codex de Leningrado, o qual serviu de base para a elaboração da Bíblia Sttutegartensia!
 
Também foram achados em Qumram, textos NÃO bíblicos, os quais tem a sua devida importância, pois são textos que retratam a vida religiosa da "possível" comunidade que habitava nas cavernas em Qumram, além de comentários sobre textos bíblicos, tais como: A regra da comunidade; O rolo do templo; O comentáro de Habacuque; O texto chamado Gênesis Apócrifo; dentre outros.
 
Diante disso, o que se pode perceber, quando nos atentamos para os debates a respeito da autenticidade e, datação dos achados em Qumram é, o interesse povocado pelo descobrimento desses manuscritos, onde desde muito cedo, encontramos de um lado aqueles que defendiam a autenticidade e datação destes achados, e, de outro lado, aqueles que os contestavam, taxando-os de falsificações recentes! 
 
Dentre esses estudiosos que colocavam em dúvida a autenticidade dos achados em Qumram, está S.Zeitlin, o qual afirmava que, tais manuscritos haviam sido escritos na idade média por Yehudim(judeus) Caraítas do Egito e, foram estes, segundo Zeitlin, que esconderam os manuscritos nas cavernas de Qumram. Porém..., de acordo com Florentino Martinez, um fator importante de autenticidade dos textos de Qumram, são as análises das cerâmicas encontradas nessas cavernas! Segundo este autor, essas cerâmicas, são provas de antiguidade dos textos que estavam com elas associados, denotando dessa forma que, dificilmente elas poderiam ser posterior ao século I EC( após o Ungido).
 
E, em meio a debates em que se buscava a testificação da autenticidade e, datação desses manuscritos antigos, achados em Qumram, surge-nos a  seguinte pergunta: Que métodos foram adotados para se verificar que tais achados correspondem a uma datação antiga e, autêntica? E, a resposta que encontramos é: através de métodos científicos, os quais pontuamos abaixo:
 
a) Método do Carbono 14
 
O elemento químico Carbono 14, é um elemento instável do Carbono, um dos principais componentes dos seres vivos. Daí, tratar-se de um método usado para datar coisas orgênicas, tais como: ossos; tecidos; madeiras; papel.
 
Assim sendo, a amostra a ser analisada, quando colocada em um aparelho especial, chamado: espectrômetro de massa, este contará o percentual de átomos de Carbono 14 presente nela. Dessa forma, os materiais orgânicos vão absorvendo esse elemento químico ao longo da vida e, cessam sua absorção, quando morrem! É a partir da morte desses materiais orgânicos que, o Carbono 14 vai sumindo a uma faixa fixa e, ao obtermos o percentual do elemento químico na amostra e, a taxa com que ele some ao longo do tempo, é possível estimarmos a idade do objeto em análise.
 
E, no que diz respeito ao uso desse método para constatar a autenticidade e datação dos achados em Qumram, foi usado pela primeira vez, em 1950, tendo como amostra, os tecidos usados para envolver os manuscritos, os quais receberam a seguinte datação:  ano 33 do Século IEC. Outra amostra, foi um tronco de palmeira carbonizado, encontrado durante as escavações. Ao submeterem esse tronco, a mesma análise feita nos tecidos, ou seja, através do Carbono 14, chegou-se a seguinte datação: ano 16 do Século I EC.
 
Embora na década de 50, o método do Carbono 14 ainda apresentasse uma grande margem de erro, estabeleceu-se através deste, o tempo de vida do objeto analisado, bem como, o período no qual esse tempo de vida estava incluído, é o que chamamos de margem de erro, o qual pode ser para mais, ou para menos! E, no caso das amostras analisadas a datação que se estabeleceu para eles foi: 168 AEC - 233 EC (século I antes do Ungido - século III após o ungido), EXCLUINDO dessa forma, definitivamente, o discurso em que se afirmava que, os textos achados em Qumram, tratava-se de falsificações recentes!
 
 
b) Método da Paleografia
 
Método que estuda as formas do texto escrito. É um método, que estuda as antigas formas de escrita, incluindo sua datação; decifração; origem; interpretação, dentre outros. Entretanto, no começo das investigações sobre os textos achados em Qumran, a Paleografia Hebraica sobre o período antigo, ainda não estava bem desenvolvida e, isso se deu principalmente pela falta de material de comparação. 
 
Porém... com o aparecimento de uma quantidade significativa de novos materiais, dentre eles: os Papiros da Samaria; os Contratos e Cartas achadas nas cavernas de Murabbaát, tornou-se possível estabelecer pela primeira vez, uma tipologia de desenvolvimento dos diferentes tipos de escrituras entre os séculos IV AEC e II EC.
 
O primeiro a realizar esse método, foi o estudioso S.A. Birbaum e, de uma forma bem completa e, mais precisa, por outros especialistas, dentre eles: N.Avigad e F.M.Cross, de modo a dar a esses achados um resultado de datação mais preciso, ou seja, apresentando uma margem de erros inferior a 25 anos pra mais ou pra menos!
 
 
c) Método Accelerator Mass Spectrometry (Massa com acelerador de partículas)
 
Na busca de encontrar algo que viesse a contribuir para estabelecer datações cada vez mais precisas para achados arquieológicos, a descoberta dessa nova técnica em 1987, ao contrário do Carbono 14, causava menos danos ao material sujeito a análise, além de poder ser utilizado diretamente nos achados, afim de testificar se as datações sugeridas pelos paleógrafos eram ou não corretas!
 
Esse método em 1990, foi aplicado em 14 manuscritos, dentre eles: Papiro de Samaria, um Contrato de Wadi Seiyal, uma Ata de venda de Murabbatát, uma Carta árabe de Khirbet Mird e, oito Manuscritos provenientes de Qumran(Manuscritos do Mart Morto), manuscristos esses, que os paleógrafos haviam datados entre a segunda metade do século II AEC e, a primeira metade do século I EC, além dois manuscritos provenientes de Massada.
 
Os resultados obtidos dessas novas análises, corroboraram com o método Paleográfico, evidenciando dessa forma o seguinte: nenhum dos manuscritos provenientes de Qumran e de Massada, foram copiados depois de 68 E.C, mas SIM, num período muito mais antigo, conforme o método Paleográfico já havia atribuído a esses achados.
 
Diante das evidências obtidas através de métodos científicos, fica claro o seguinte: a datação e a autenticidade dos achados em Qumram correspondem a datação Paleográfica, ou seja, ao período que corresponde ao Século II AEC - Século I AC! 
 
Assim sendo, NÃO há porque consideramos que tais achados são falsos e/ou, que sua datação corresponde a tempos recentes! Ao contrário! Os achados de Qumram, são SIM, achados arqueológicos antiquíssimos e, devem ser levados em conta para a compreensão ao que diz respeito a sociedade da época e; a importância que tal sociedade dava aos ensinamentos Escriturais!
 
 
 
Bibliografia:
 
MARTINEZ,Florentino Martinez. Textos de Qumran.2 ed. Madrid: Editorial Trotta,1993.
 
SHANKS,Hershel (Org). Para compreender os Manuscritos do Mar Morto.3 ed.Imago,1993.
 
Antes de iniciarmos nossa abordagem a respeito dos achados de Qumram, convém mencionarmos o seguinte: antes da existência desses achados, os textos mais antigos em hebraico que tínhamos disponíveis, datavam do século X EC(Era Comum), são eles: o Codex de Alepo e, o Codex de Leningrado. É neste último Codex que a Bíblia Hebraica Stuttgartensia se baseou e, consequentemente os demais tradutores em sua tradução da Bíblia para o português.
 
Diante disso, quando nos deparamos com pessoas afirmando que o que temos hoje é um "hebraico moderno", nossa reação é de espanto! Afinal, como falar mos que algo é moderno, se o que temos hoje é testificado em texto com mais de 2000 anos?
 
Bom... quanto a isso, vale a pena a elaboração de um outro estudo! Nosso foco agora é sabermos se podemos ou não dar crédito aos achados em Qumram!
 
Vejamos...
 
De acordo com a história mais popular, em 1947, ao noroeste do Mar Morto, os achados de Qumram foram achados por acaso, por beduinos que apascentavam seus rebanhos.  Um deles, ao observar que uma de suas cabras subiu para um lugar alto, decidiu ir ao encontro dela! E, nessa busca, avistou uma pequena caverna, na qual pré supos, que sua ovelha tinha entrado nela. 
 
Afim de confirmar sua suspeita, o beduino atirou uma pedra para dentro da caverna, mas o barulho que ouviu NÃO foi o som de sua ovelha, mas SIM, o barulho de algo se quebrando!
 
Dois dias depois, esse mesmo beduino, voltou ao local e, entrou na caverna, na qual achou uma série de jarros estreitos, alguns deles, com as tampas ainda no lugar! Lá estava um dos achados arqueológicos mais importantes do século XX, a saber: Os textos do Mar Morto! Um achado com mais de oitocentos textos, que lançam luz sobre o período em que surgiram o Judaismo e, a emunah em Yahushua.
 
Porém, todo achado arqueológico, logo que vem a tona , suscita debates,desconfianças e dúvidas. Ainda mais, sendo, os achado de Qumran textos biblicos e textos que se referem a bíblia, livro este, que é considerado, por duas das maiores religiões do mundo, como sagrado.
 
 Dá para imaginar o burburinho, e os debates que esses achado trouxeram, para o seio de muitos centros de estudo das escrituras mundo a fora. Com certeza, a questão da datação, e sua autenticidade  foram contestada, tendo em vista que a maioria dos estudiosos, confirmam, sua datação entre o século II antes de Yahushsua e a primeira metade do século I depois de Yahushua. É sobre esse assuto, sua autencidade e datação que se aterá esse estudo.
 

Link: dss.collections.imj.org.il/isaiah ( neste link o leitor pode ter acesso ao textos encontrados nas Cavernas em Qumram, dentre eles, os que citamos em nosso estudo)

 

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