Compreendendo a Respeito do que é Alma

 
 
 
 
Embora o termo Alma seja bastante difundido em nosso meio, infelizmente, nem todos compreendem o seu real sentido, isto é, o seu real significado! Daí, não é raro encontrarmos pessoas assombradas no que diz respeito a esse assunto e, outros, confusos em suas definições, visto que nas inúmeras versões existentes e, nas que temos acesso, a palavra Alma é usada de forma generalizada. E, nisso, surge-nos as seguintes perguntas: " Qual o real significado da palavra Alma? " E qual a importância em obtermos esse tipo de informação e/ou conhecimento?
 
Diante disso, afim de obtermos respostas para essas perguntas, buscaremos nas Escrituras, o que nos é revelado acerca desse assunto, de modo que tal conhecimento, ajude-nos na compreensão a respeito do que é vida e, do que é morte! A respeito da necessidade do perder para se ganhar! 
 
Do mesmo modo, analisaremos a influência do dualismo babilônico, durante o reinado de Nabucodonosor, bem como o dualismo grego, no reinado de Alexandre, da Macedônia, dualismo estes que inflenciaram no campo das idéias, conceitos relacionados a natureza humana e, espiritual. E, em meio as influências pérsa e grega, novos questionamentos afloram em nossa mente, tais como: "O que seria esse dualismo" ? "Quando e, como ele surgiu"? 
 
De uma coisa podemos ter a certeza e, tomamos como ponto de partida para esse nosso estudo: Alma NÃO é o fôlego de vida que Yahu soprou nas narinas do homem! 
 
Quando nos propomos a elaborar esse estudo, a cada leitura que fazíamos, a cada tempo dedicado a meditação do que líamos, tornava-se claro o seguinte: a compreensão desse assunto deve ser buscado no hebraico e, NÃO no grego! E, por que isso? Por que se cremos que a salvação veio dos Yehudim, nada mais coerente que buscarmos em sua cultura e, em seus costumes, a forma como em princípio, eles compreendiam o conceito de Alma. E, diante disso, podemos pontuar a seguinte questão: " recorreria Yahu a cultura grega e, a seus filósofos, para auxiliar, instruir e, revelar a seu povo, os seus segredos, tendo Ele seus profetas e, homens tementes a Ele para dar testemunho da sua palavra que, de acordo com as Escrituras são eternas?
 
Em razão disso, nosso objetivo através desse estudo é trazer ao leitor a compreensão do que é Alma no contexto judáico, a partir do seguinte ponto: Alma NÃO é o fôlego de vida que Yahu soprou nas narinas do homem!

 

Vejamos abaixo, os apontamentos analisados afim de compreendermos o conceito do que é Alma:

 
1ª ANÁLISE - COMPREENDENDO A RESPEITO DA ALMA
 
Ao contrário do que muitos possam imaginar, o conceito de Alma, não é algo tão simples de se compreender, quando nas versões que encontramos disponíveis, o termo usado para definir Alma no original, tem um conceito bem diferente do que nos foi repassado através da cultura greco-romana. Por isso, não é raro encontrarmos pessoas que entendam acerca de Alma, como algo à parte do Corpo e, em alguns casos, associando-a a algo "fantasmagórico", como uma "fumaça" que entra pra dar vida e, sai, quando o homem morre.
 
Diante disso, surge-nos a necessidade de recorrermos a textos em hebraico, que nos auxilie na compreensão da origem da palavra Alma e, o seu respectivo sentido dentro das Escrituras.
 
E nesta busca pelo conhecimento do que é Alma, deparamo-nos com as seguintes doutrinas:
 
I - Holismo: O conceito holista da natureza humana, apregoa que o ser humano não tem uma alma: ele  É UMA ALMA (Nefesh). Ele vive como uma alma, ele morre como uma alma. Neste conceito, uma alma vivente significa tão somente, um “ser vivo”, um ser completo, que ao morrer, morre por inteiro, ou seja, a Nefesh que somos, morre! Daí segundo esse conceito, a alma é mortal, pois na visão holística, alma é o Ser vivente em toda sua totalidade!
 
Dentre os textos em que se baseiam para defender a doutrina holística, está o que se encontra em Gn 2:7, onde é revelado que o homem “TORNOU-SE” uma alma (Nefesh) hayah e, NÃO que ele “obteve” uma!  
 
A alma vivente (Nefesh hayah) é o que o homem passou a ser, e não o que ele obteve de Yahu. O corpo é a alma (Nefesh) em sua forma exterior. A ideia hebraica de personalidade é a de um corpo animado pelo fôlego de vida (Nishamat cha-aim) que alimenta o corpo, e não de uma alma presa dentro deste corpo. Portanto, no conceito holístico, SEM esse fôlego de vida, a Nefesh hayah, ou seja, o ser humano vivo, deixa de existir, de modo que, onde outrora havia um ser vivo (Nefesh hayah), passa a existir um Ser morto (Nefesh morta).
 
Resumindo, no conceito holístico, o fôlego de vida concede ao homem sua existência terrena, mas a partir do momento que esse fôlego é retirado, tornando para aquEle que o concedeu, a alma vivente (Nefesh hayah), torna-se alma morta, ou seja, uma nefesh morta.
 
“E formou YHWH Elohim o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego de vida (Nishamat cha-aim), e o homem tornou-se uma alma vivente (Nefesh hayah) ” -  Gênesis 2:7
 
 
II - Dualismo: No conceito dualista, o ser humano possui um corpo e, uma alma, a qual, segundo os dualistas, é imortal e, está presa dentro desse corpo, corruptível e, somente com a morte deste, a alma torna-se liberta, indo para o céu ou para o inferno.
 
Essa visão dualista, defende que o sopro de vida que Yahu soprou nas narinas do homem, é a própria alma imortal implantada no ser humano. Sendo assim, o sopro de Yahu é o espírito (alma) imortal implantado nele, totalmente independente/ou distinto do corpo, preso dentro deste e, liberto após a morte, com consciência e personalidade.
 
Dentre os textos em que se baseiam para defender a doutrina dualista, está a que se encontra, onde é falado acerca da Parábola de Lázaro e o Rico ( Lc 16:19-29) onde mediante ao que realmente se almeja ensinar, ou seja: ainda que Merrushua e, os profetas falem em Nome do Yahu, ainda que o homem através destes, vejam sinais e prodígios realizado no nome Yahu, tendo eles a mente e, o ouvido fechado para ouvir a voz de Yahu, continuarão cegos, surdos, enfermos e, perdidos, os dualistas diante desse textos apregoam que, o que morre é o corpo, o qual torna para o pó de onde veio, mas a alma do justo torna para Yahu, nESTE descansa, enquanto que a alma do ímpio, vive em tormento, com recordações/consciência, como nos é descrito nesse texto de Lucas 16:19-29. Obs: Quando nos deparamos com esse texto, ele não informa que o rico foi para o hades/sheol só na alma, o texto informa que o Rico foi para o sheol, não fazendo nenhum tipo de separação. O mesmo acontecendo com Lazaro, no seio de Abraão.
 
 
III - Tricotomia: Neste conceito, o homem tem a seguinte formação: corpo, alma e espírito, numa triunidade composta e  inseparável. Só a morte física é capaz de separar as partes, ou seja, o corpo de sua parte imaterial. Na visão tricotomista, o espírito é o elemento no homem que se relaciona diretamente com ULRRIM na adoração e, na oração, sendo colocado num patamar de pureza e santidade acima da Alma.  Esse conceito de que só o espitito do homem se relaciona com Yahu não se suntenta com base escritural, tendo em vista que, em toda a bíblia vemos Yahu se ralacionando com o Homem e, não só com seu espirito e, e um exemplo claro do que estamos falando encontramos no relacionameto de Adam com Yahu Elohim. 
 
Vejamos também o que diz esse texto de Gensis 6:3: Yahu disse: Não se responsabilizará mais meu espirito indefinidamente pelo homem, pois ele é carne; não viverá mais que cento e vinte anos. 
 
O texto acima deixa bem claro que o Yahu se relaciona com o HOMEM completo, o texto não diz que o Yahu não se responsabilizaria pelo espirito do ser humano e pelo homem como um todo.
 
COMPREENDENDO O CONCEITO DE ALMA NO HEBRAICO
 
CONHECENDO O TERMO NEFESH
 
 
 
O que é Nefesh?
 
Nefesh, é uma palavra hebraica que pode significar vida, Ser, pessoa(s). Provém do verbo Nafash, cujo significado está relacionado a: tomar alento, vigor. Embora, Nefesh tenha chegado até nós como Alma, esta, não possui o mesmo sentido que o termo Nefesh possui em seu âmbito original.
 
Vejamos o texto abaixo:
 
Bereshit(Gn) 2:7 " E formou YHWH Elohim o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se Alma vivente ( Nefesh hayah)."
 
 
Através do que nos é revelado no livro de Gn 2:7, podemos perceber o seguinte: Se o homem tornou-se em algo, é porque outrora ele NÃO ERA e, se ele NÃO era e, passou a ser, é porque lhe foi dado algo que até então ele não tinha! Então surge-nos a seguinte pergunta: O que o homem não era e, o que o homem não tinha? E a resposta é: O homem ao ser formado, NÃO era um ser vivente, pois até então ele NÃO tinha recebido o fôlego de VIDA, ou seja, a nishamat cha-aim.
 
NOTA IMPORTANTE: O fôlego de vida do Yahu, ou seja, a nishamat cha-aim, vivificou o homem formado do pó da terra! Assim sendo, a partir desse fôlego o que antes era apenas uma Nefesh ( um Ser/ uma pessoa), passou a ter vida e, de que forma essa vida é manifesta? Através da respiração e, do sangue, o qual passou a fluir em suas veias, irrigando seu cérebro, ativando seus órgãos vitais, de modo que essa Nefesh, ou seja, esse Ser Vivo se tornasse capaz de manifestar o que somente um ser vivente pode manifestar, isto é: suas emoções, sua intelecutalidade, sua capacidade de constituir família, de trabalhar, fazer planos, dentre outras coisas! Uma Nefesh sem fôlego de vida, não tem como realizar tais feitos, pois como nos foi ensinado, após a morte, segue-se o juízo.
 
Daí compreendermos que Nefesh, NÃO é uma "fumaça", ou algo invisível e intocável, ou fantasmagórico, MAS SIM, um Ser, visível, que para ter vida, fez-se necessário que Yahu soprasse em suas narinas, do seu fôlego de vida, a Nishamat cha-aim, de modo que, revigorando-o, este Ser viesse a se tornar uma Nefesh Hayah, ou seja, um Ser Vivente.
 
Diante disso, vale a pena mencionarmos o seguinte: alma na concepção grega de intocável e invisível, não condiz com a alma descrita no texto em Gn 2:7, uma vez que, neste texto nos é descrito alma num sentido palpável e visível, onde nos é descrita com nariz, no qual, foi soprado o fôlego de vida, tornando essa alma, OU SEJA, esse Ser, em uma alma vivente, isto é, em um Ser Vivente! Logo, podemos afirmar que o homem NÃO TEM uma Alma, MAS SIM, que o homem É uma Alma, a qual foi vivificada, pelo fôlego do Yahu. 
 
NOTA IMPORTANTE: No momento em que o homem recebeu o sopro de vida do Yahu, esse homem deixou de ser apenas um Ser! Deixou de ser apenas uma Nefesh, feito do pó da terra, para se tornar, então, em  um SER VIVENTE, que no hebraico é chamado de: Nefesh Hayah.
 
Explicando com mais detalhes..., precisamos nos atentar que, as escrituras não falam que Yahu criou um corpo separado da alma, isto é, da sua nefesh. O que as Escrituras nos revelam é que do pó da terra, ULRRIM formou o homem e, nas narinas deste homem, soprou O SEU FÔLEGO DE VIDA (Nishamat cha-aim). 
 
Como podemos perceber, a Nefesh ( Ser/criatura/pessoa), sem a nishamat Cha-aim NÃO TEM VIDA! 
 
Outro ponto interessante e, que nos chama a atenção nesse texto é, a expressão Cha-aim, A qual nos dá a entender ser um termo majestático, isto é, um termo que exprime a supremacia daquELE cujo fôlego/respiração e/ou, alento, é capaz de conceder vida onde não há vida! Portanto, Somente aquELE que é Vida, é capaz de fornecer ao outro, o que este outro não é capaz de gerar de si mesmo. Por isso, o homem por ser uma Nefesh(Ser/Pessoa), que do pó da terra foi feito, é para o pó que ele retorna, quando o fôlego de vida (Nishamt Cha-aim) é retirado dele! E, nisso podemos compreender o seguinte: o Ser (Nefesh), em sua totalidade torna para o pó, do qual foi feito, mas a Nishamat (respiração/fôlego de vida/RÚRRA), retorna para Yahu, pois a ELE pertence, foi ELE quem a fez/criou ( cf revelado Is.57:16). Dessa forma, tanto Yahu, quanto a terra, recebe de volta o que de si foi gerado.
 
 
RESUMINDO O CONCEITO DE NEFESH, NEFESH HAYAH E, NISHAMAT CHA-AIM
 
Para deixarmos bem esclarecido o que está sendo ensinado, façamos uma recapitulação do que já foi falado até aqui, a respeito  de Nefesh, Nefesh Hayah e, Nishimat Cha-aim. 
 
Vejamos então, o conceito de cada uma delas:
 
NEFESH
 
É o que algumas pessoas definem apenas como Alma, mas como já vimos, essa palavra é um termo polissêmico, usada para designar vida, pessoas, ser vivo e, provém do verbo nafash, cujo significado está relacionado a vigor, tomar alento. 
 
De acordo com o que temos aprendido, podemos definir Nefesh como a totalidade do homem ou seja: um Ser/Pessoa com personalidade, apetites, emoções e, habilidades mentais! O não entendimento desse conceito, dificulta-nos na compreensão de que o homem É UMA Nefesh(Pessoa), que diferente dos demais animais, foi vivificada após receber o fôlego de vida do Yahu. 
 
 
NEFESH HAYAH

É o que o homem se tornou, a partir do momento em que Yahu soprou em suas narinas, o seu fôlego de vida. Assim sendo, o que antes era apenas uma Nefesh, com o fôlego do Yahu, tornou-se uma Nefesh Hayah, ou seja um Ser Vivente, um Ser Vivo.

 

NISHAMAT CHA-AIM 
 
A nishamat Cha-aim é o que podemos chamar de poder sobrenatural do IÁURRU em gerar vida. Somente Yahu tem esse poder! Por isso somente Ele poderia de si mesmo criar algo, que concedesse ao homem a condição de torná-lo um Ser vivente, ou seja, uma Nefesh Hayah. E, como está escrito em YeshaYahu(Isaías) 57:16 " Pois EU não contenderei para sempre, nem continuamente ficarei irado; porque de mim mesmo procede o Ruach, bem como o fôlego da vida que eu criei."
 
É esse poder Elorrímico, manifesto através da Nichamat Cha-aim, que deu vida ao Ser criado por Yahu do pó da terra, de modo a torna-lo um Ser vivente, com suas emoções, com sua personalidade e, habilidades físicas e, mentais. 
 
 
O USO DO TERMO NEFESH NO ANTIGO TESTAMENTO
 
 
Ao percorrermos as Escrituras, percebemos que o termo Nefesh, apresenta significados distintos, logo, conceder a esse termo, uma única definição e/ou significado, é limitá-lo! Pois bem sabemos que, dependendo do contexto em que Nefesh está inserido, terá um significado distinto, como podemos observar nos textos abaixo:
 
1 - Nefesh significando Vida
 
Salmos 116:8  "Porque tu livraste a minha alma (vida) da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda."
 
No hebraico: 
 
 
Salmos 44:26  "Pois a nossa alma (vida) está abatida até ao pó; o nosso ventre se apega à terra."
 
No hebraico: 
 
 
Prov.19:16  "O que guardar o mandamento guardará a sua alma (vida); porém o que desprezar os seus caminhos morrerá."
 
No hebraico:
 
 
Jonas 4:3  "Peço-te, pois, ó YHWH, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver."
 
No hebraico:
 
 
Jó 33:22  "Sua alma (vida) aproxima-se da cova, e sua vida, dos mensageiros da morte."
 
No hebraico:
 
 
Juízes 16:16  "E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a sua alma (vida) se angustiou até a morte."
 
No hebraico: 
 
 
 
2 - Nefesh acompanhado do termo Hayah (היה) , significando Seres Viventes/Seres Vivos
 
Gn.1:24 "E disse Elohim: Produza a terra seres viventes conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi"
 
No Hebráico:
 
 
Gn.9:12 "E Elohim prosseguiu: Este é o sinal da aliança que estou fazendo entre mim e vocês e com todos os seres vivos que estão com vocês, para todas as gerações futuras."
 
No Hebraico: 
 
 
Gn.2:7  "Então o YHWH Elohim for­mou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente."
 
No Hebráico:  
 
 
Gn 1:20  "Elohim disse: "Produzam as águas de uma multidão de seres vivos, e voem aves sobre a terra, debaixo do firmamento dos céus." 
 
No Hebraico:
 
 
Gn 9:10 "Assim como com todos os seres vivos que estão convosco: as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens que estão convosco, desde todos aqueles que saíram da arca até todo animal da terra. Gn 9:10.
 
No Hebraico: 
 
 
3 -  Nefesh significando Pessoas
 
Gn.46:26-27  "Todas as almas(Nefesh/pessoa) que veio com Yaakov ao Egito, que saíram dos seus lombos, foram as mulheres dos filhos de Yaakov, todas foram sessenta e seis almas. E os filhos de Yaosef, que lhe nasceram no Egito, eram duas almas( Nefesh/Pessoas). Todas as almas da casa de Yaakov, que vieram ao Egito, eram setenta."   
 
No Hebraico: 
 
 
Levitico 7:20; Porém, se alguma pessoa comer a carne do sacrifício pacífico, que é do IÁURRU, tendo ela sobre si a sua imundícia, aquela pessoa será extirpada do seu povo.
 
No Hebraico:
 
 
Levitico 7:27 "Toda a pessoa que comer algum sangue, aquela pessoa será extirpada do seu povo."
 
No Hebraico:
 
 
Números 15:28 "E o sacerdote fará expiação pela pessoa que pecou, quando pecar por ignorância, perante YHWH, fazendo expiação por ela, e lhe será perdoado.
 
No Hebraico:
 
 
Números 15:30 "Mas a pessoa que fizer alguma coisa temerariamente, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria a YHWH; tal pessoa será extirpada do meio do seu povo.
 
No Hebraico: 
 
 
 
O USO DO TERMO PSICHE NO NOVO TESTAMENTO
 
 
 
Assim como o termo Nefesh no Antigo testamento foi traduzido por Alma, o termo Psyche, no Novo Testamento também foi traduzido para essa mesma palavra. E, do mesmo modo que o termo Nefesh no Antigo Testamento, denota a pessoa integral, ou seja, em sua totalidade (com personalidade, apetites, emoções e, habilidades mentais) e, inseparável do corpo, PSYCHE, também denota o mesmo significado, em relação ao Ser.
 
Vejamos abaixo, alguns textos que retiramos das escrituras, afim de analisarmos o significado desse termo no texto em que está inserido:
 
 
PSYCHE - Significando vida
 
Mt 6:25 " Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?

Em grego:
 
Manyaohu 11:29 " Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas."
 
Em grego:
 
Atos 27:10 " Dizendo-lhes: Senhores, vejo que a navegação há de ser incômoda, e com muito dano, não só para o navio e carga, mas também para as nossas vidas."

Em grego:
 
Atos 27:22 " Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio."

Em grego:
 
 
PSYCHE - Significando Pessoa
 
Atos 2:41 " De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas."

Em grego:
 
 
Atos 2:43 " E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos."

Em grego:
 
 
1 Pedro 3:20 " Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Elohim esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água."

Em grego:
 
Agora que já conceituamos o uso do termo Nefesh no Antigo Testamento e, do termo Psyche, no Novo Testamento, adentraremos em um outro assunto, que cremos ser de grande importância, no auxílio do entendimento a respeito de Alma, a saber: o Dualismo! A partir desse conceito, mudou-se a forma com que se entendia acerca de Alma.
 
 
 
2ª ANÁLISE - COMPREENDENDO O DUALISMO
 
 
O dualismo é uma doutrina baseada na presença de dois princípios ou duas substâncias opostas entre si, como exemplo temos o bem e o mal. Veremos mais, adiante como se deu esse dualismo com o passar dos séculos e, como influenciou as demais religiões que vieram após o Judaísmo.
 
De início ao abordarmos o dualismo, deparamo-nos com o dualismo indo-iraniano, através da religião Masdeísta, a qual após ser fundida com os ensinos de Zaratustra, conhecido no grego por Zoroastro, passou a ser conhecida pelo nome deste profeta, surgindo assim o Zoroatrismo.
 
A influência dos princípios e conceitos de Zoroastro ganhou grande dimensão, à medida que tais conceitos se difundiam entre os povos dominados pelo Imério Persa. Com a tomada desse Império, por Alexandre da Macedônia, o Zoroatrismo é atacado e, seus sacerdotes perseguidos e mortos! Temos então, através de Alexandre, o processo de helenização, onde nos deparamos com o dualismo grego. Com a morte de Alexandre, há uma disputa entre seus generais pela sucessão do poder e, nos governos que se sucederam, os princípios estabelecidos na doutrina zoroatra passou a ser usado, para manter a ordem e, a justiça.
 
 
Vejamos então abaixo, as abordagens referentes ao dualismo grego e persa:
 
1 - Dualismo Grego
 
 
 
Em razão do dualismo grego ser um campo vasto de conceitos filosóficos, limitaremos nosso recorte/campo de estudo, ao que respeito a Alma. Embora saibamos que o dualismo não tenha surgido na Grécia, abordá-lo é de grande importância, visto que seus conceitos filosóficos não só influenciaram o judaismo, mas também, o que hoje conhecemos por cristianismo.
 
Mas a questão é: o que se entende por Dualismo grego?
 
O Dualismo grego é uma doutrina, na qual os filósofos buscam explicar a formação e/ou composição do Ser Humano em duas partes independentes e incompatíveis, a saber: o corpo (material) e, a alma (espiritual e consciente). E, nesse conceito, o que temos é a pregação  de que a alma constitui o homem e, comanda o corpo, afim de buscar sempre o melhor, já que o corpo é mortal e, não conhece o bem. E, nesse mesmo dualismo grego, encontramos a doutrina da imortalidade da Alma, mas acerca desse assunto, estudaremos mais adiante, em um outro estudo.
 
Nessa doutrina dualista, o "maior (espiritual - alma)" é colocado numa posição de superioridade em relação ao "menor ( material - corpo)", pelo fato de que na concepção grega, o corpo ao contrário da alma, é corruptível e, mortal! Assim sendo, nesse dualismo hierárquico, o qual considera a realidade interior invisível mais valiosa ou mais elevada que sua forma exterior visível, o corpo é visto como uma morada pertubadora do espírito, sua tenda nômade, sua residência decrépta ou, sua imunda cela de cadeia. Dessa forma, a morte é vista como a redenção da alma, ou seja, é através da morte que a alma se torna livre daquele que a mantém aprisionada.
 
Segundo John Dominic Crossan, o dualismo não se deu apenas com os Yaohudim da diáspora e, assim afirma, fazendo uso de um discurso, no qual Flávio Josefo supostamente colocara na boca de Eleazar, líder dos rebeldes da 1ª revolta judáica em 74 da Era comum, onde este juntamente com mais de 900 homens, além de mulheres e crianças, ao se verem sitiados na fortaleza de Massada pelo exército romano, preferiram a morte, a se tornarem escravos deste Império, conforme texto abaixo:
 
"Pois é a morte que dá liberdade a alma e lhe permite partir para sua morada pura, para alí ficar livre de toda a calamidade; mas enquanto está presa em um corpo mortal e contaminada com todas as suas misérias, está, na relaidade, morta, pois a associação com o que é mortal, não condiz com o que é divino...só quando, libertada do peso que a puxa para a terra e se aglutina em volta dela, ela é devolvida a sua esfera apropriada, a alma desfruta uma energia abençoada e, um poder sem entraves em todos os lados e, permanece como o próprio D-us, invisívela olhos humanos." ( A guerra dos Judeus VII, 344,346)
 
Como podemos observar, através do suposto discurso, no qual Flávio Josefo afirma ter sido feito por Elezar, remete-nos ao conceito dualista na época em vigor, ao descrever a escolha dos Yaohudim, pela morte, NÃO como covardia, mas SIM o desejo de tornar a alma liberta do sofrimento de cair nas mãos de seus opressores. Dessa forma, temos dois universos distintos e, independentes: alma x corpo; liberdade x aprisionamento.
 
Platão, na obra Fédon, ao descrever a morte de Sócrates, após a condenação deste, por corromper os jovens, com suas idéias, por negar os deuses e violar as leis, revela-nos o conceito dualista no qual o desejo do homem está em se tornar sua Alma livre, do que a aprisiona e, de que forma ele consegue alcançar tal liberdade? E a resposta é: através da morte! Somente quando o homem morre, a Alma consegue se desprender do que a corrompe, a saber: corpo corruptível.
 
Diante disso, Fédon revela-nos que Sócrates não temeu a morte, ao contrário, a deseja, pois segundo Platão, o homem em vida, jamais se conhece a verdade, visto que ao ser prisioneira do corpo e, de seus sentidos, a Alma fica limitada na busca pelo conhecimento puro, mas uma vez liberta, é colocada em destaque, isto é, numa posição de superioridade em relação ao corpo, onde se torna responsável não apenas pela força vital, mas também responsável pela inteligência do indivíduo, daí atribuíam a Alma todo o conhecimento verdadeiro!
 
Segundo Platão a Alma raciocina melhor quando não é perturbada pela vista, nem pela audição, nem pela dor, nem pela volúpia. Por isso, por acreditar que a essência das coisas, não são encontradas através do corpo, mas sim através da Alma, esta precisava se tornar liberta para encontrar a verdade. Fonte: PLATÃO. Op. Cit. p. 126
 
Vejamos o texto abaixo:
 
" Enquanto tivermos o corpo e a nossa alma absorvida nessa corrupção, jamais possuiremos o objeto de nossos desejos, isto é, a verdade. Porque o corpo nos oferece mil obstáculos pela necessidade que temos de sustentá-lo e, as enfermidades perturbam nossas investigações." Fonte: PLATÃO. Op. cit. p. 127 
 
Como podemos observar, o conceito dualista grego, influenciou e, muito na forma do homem enxergar a si mesmo, além de contribuir para o surgimento de novos segmentos religiosos, tais como: o Gnosticismo com suas respectivas doutrinas, nas quais se baseiam para explicar sua visão de mundo e, consequentemente, a sua fé.
 
 
2 - Dualismo Persa - Onde tudo começou
 
 
 
De acordo com os estudos feitos por pesquisadores, o dualismo surgiu na Pérsia (atual Irã), por Zaratustra ( conhecido no grego por Zoroastro), o qual após compilar os princípios do Masdeísmo no Zend-Avesta, onde fundiu seus ensinamentos com as demais crenças existentes nas diversas localidades do Império Persa, levou a religião Masdeísta a ser também conhecida como Zoroatrismo, a qual veio em seus tempos áureos, tornou-se a religião do Estado de três grandes Impérios Iranianos do século VI AEC (antes da Era Comum), até o VII DEC ( depois da Era Comum).
 
As idéias reformistas de Zoroastro causou incômodo nos seguidores da antiga religião indo-iraniana e, que reformas foram essas? A de apresentar a salvação como algo estendido a todos que optassem por uma vida justa e honrada, independente de sua classe social, rompendo assim com a tradição que estipulava que somente os que faziam parte da aristocracia e, do sacerdócio gozavam de descanso após a morte. Aos demais que se encontravam à parte, ou seja, abaixo dessa pirâmide social, estava reservado uma vida de suplícios após a morte. Outra reforma estabelecida por Zoroastro diz respeito a rejeição politeísta, em favor do monoteísmo. Dessa forma Zoroastro rejeitou aos deuses do pantão indo-iraniano, os quais estavam ligados a fenômenos físicos da natureza ou a conceitos diversos, desagradando assim aos seguidores da religião indo-iraniana.
 
Na visão de Zoroastro, o Criador estava acompanhado de seus dois filhos gêmeos, Spenta Mainyu (espírito benfeitor) e Angra Mainyu ( espírito destruidor). O dualismo de seu pensamento está na separação desses opostos revelados na origem da criação dos espíritos gemêos ( bem x mal)
 
Para compreendermos melhor a doutrina de Zoroastro, é preciso retomarmos alguns apectos e, práticas da religião indo-iranianos. Segundo pesquisadores, os ancestrais daqueles que se conhecem como iranianos e indianos, formavam um só povo, identificados como proto-indo-iranianos, um dos ramos da família indo-européia. Viviam entre as terras das estepes ao sul do que hoje conhecemos como a Rússia, até o Volga e, tendo como atividade, a criação de gado e ovelhas. Por volta do terceiro milênio  antes de Yahushua, parte dos proto-indo-iranianos migrou para o sul e atravessou o hindukush, passando a ocupar a índia. Dessa sseparação resultou a formação de dois povos que apesar de se comunicarem em línguas distintas, conservavam alguns elementos em comum: fose o domínio da sociedade pela aristocracia guerreira e, pelos sacerdotes, fossem algumas práticas religiosas.
 
Somente os sacerdotes podiam realizar diariamente o culto e, antes de dar início a este, igeriam uma bebida, cujo caráter alucinógeno provocava uma espécie de transe. No ritual, era realizado sacrifício de animais, visto que para os iranianos, o espírito do animal sacrificado, encaminhava-se até uma divindade chamada Geush Urvan (a Alma do touro).
 
A doutrina de Zoroastro estava apoiada em uma ética e moralidade que infundia nos homens a preocupação de viverem sempre sob bons pensamentos, palavras e, atos. Dessa forma, a doutrina gerava no homem a responsabilidade pelo mundo em seu redor. O homem tinha o livre arbítrio para escolher que caminho seguir e, de acordo com suas escolhas arcaria com cada uma delas.  Aquele que escolhia o bem, ou seja, pela virtude, deveria lutar contra o que lhe é contrário, isto é, lutar contra as foças demoníacas. E dentre os princípios estabelecidos por Zoroastro, temos:
 
a) A dualidade entre o Bem e, o Mal, os quais são:
 
 I - deus do Bem e do Fogo: Ahura-Mazda ( ou Ormuz-Mazda), cujo ritual de adoração é conhecido como Ritual do Fogo, onde seus sacerdotes entoavam hinos e, mantinham acessas as chamas como representação da permanência da força desta divindade. Esses rituais não precisavam de templos para serem realizados.
 
II - deus do Mal e das trevas, Arimã ( ou Angro Mainvush), o qual deveria ser combatido.
 
b) Juízo final;
 
c) Existência de um Paraiso para os justos e, um purgatório e, inferno para os pecadores;
 
d) Ressureição do corpo;
 
e) Imortalidade da Alma.
 
 
Esses preceitos estabelecidos pelo zoroatrismo se tornaram posteriormente, comuns a outras religiões, dentre elas: o judaismo, o islamismo e, o cristianismo.
 
Ao longo dos séculos, o zoroatrismo alternou momentos de apogeu e declíneo. A Dinastia dos Aquemênidas(séc.VI-IV Antes da Era Comum) unificou os reinos Medos e Persas, expandindo assim seus dominios pela Asia Menor, Babilônia, norte da Africa, até as margens do Rio Danúbio, na Europa, estabelecendo dessa forma, o Império Persa.
 
Ciro e, seus sucessores, Cambises II e DarioI, praticaram a tolerância religiosa, porém elevaram o zoroatrismo a uma situação privilegiada, ao governarem de acordo com os princípios de asha. O declíneo dessa religião, deu-se com a invasão da Asia Menor por Alexandre, da Macedônia e, a conquista dos territórios do Império. 
 
Com a morte de Alexandre, em 323 Antes da Era Comum, passou haver uma disputa pela sucessão do poder, entre os seus generais. Do período que vai de séc. IV Antes da Era comum ao III Depois da Era Comum, o poder se alternou entre o domínio dos seleucidas (311-141 AEC a 224 DEC), que assim como os aquemênidas, procuravam governar de acordo com os princípios do asha ( ordem da verdade, justiça).
 
Numa abordagem historiográfica, podemos observar que durante o período áureo do Zoroatrismo, Yaohuda vivenciou o exílio babilônico, a libertação através de Ciro e, mais adiante, o domínio helênico através de Alexandre, da Macedônia. Todo esse período onde Yaohudah esteve sob dominio de povos estranhos a sua emunah(fé), contribuiu para o processo de influência cultural quer seja no judaismo, no cristianismo e, islamismo.
 
 
Nosso Parecer:
 
Diante disso, podemos constatar o seguinte: o conceito de Alma que nos chegou através do cristianismo, NÃO condiz com o conceito de Nefesh usado no antigo testamento. Daí apregoarmos a importância de se buscar o real significado do termo Alma e, sua origem, de modo que possamos avançar no que diz respeito a temas, tais como: o que é vida, o que é morte e, ressurreição. 
 
Assim sendo, nós, da Congregação do Yahu, localizada em Queimados RJ, compreendemos Alma, como Nefesh em sua totalidade, ou seja, um Ser completo e, NÃO, um Ser formado por partes independentes entre si, como nos tem sido apresentado até os dias de hoje através do cristianismo greco-romano. Portanto, o que cremos e, apregoamos é que o homem é uma Nefesh, ou seja, um Ser, que para se tornar vivente, precisava manifestar sinais de vida e, foi através do fôlego de vida (Nishamat Cha-aim) soprado em suas narinas por Yahu, que este Ser humano, tornou-se em uma Nefesh Hayah ( Ser vivente), onde todos os órgãos que o compõe, foram vivifcados, assim como suas emoções.
 
Portanto, NÃO cremos que o homem tenha dentro de si uma Alma, mas SIM, que o homem seja uma Alma, melhor dizendo, uma Nefesh! E, com a morte, deste Ser, tudo o que o compõe torna ao pó e, não apenas o corpo, como muitos apregoam.
 
 
 
 
Abaixo estãos alguns dos comentários que recebemos a respeito desse estudo que elaboramos sobre Alma. Talvez em um desses comentários, esteja a sua dúvida leitor. Esperamos conseguir através das respostas aqui dadas, sanar suas dúvidas no nome IAURRÚSHUA, o Ungido.
 
Vamos as Respostas:
 
1° Comentário - O que distingue o homem dos demais animais, é a nichamat cha-aim.
 
Resposta: ERRADO! Precisamos ter bem definido em nossa mente o seguinte: a Nichamat-cha-aim é o FÔLEGO proveniente do Yahu, o qual vivifica tudo o que por ELE é criado. Assim sendo, tanto o homem, quanto os animais selváticos, quanto os domésticos, aquáticos, os répteis, as aves, os vegetais, dentre os demais que Yahu criou, tem fôlego de vida (Gn 6:17), ou seja, tem Nichamat-cha-aim! E quando esse fôlego é retirado, esses seres criados morrem! Portanto, o que difere o homem das demais criaturas, é a forma como ele foi criado e, o modo como esse fôlego lhe foi concedido! De acordo com as Escrituras, Yahu ordenou para que as águas fossem povoadas de enxame de SERES VIVENTES(Gn 1:20) e, assim se fez! E, do mesmo modo, ordenou que a terra produzisse SERES VIVENTES(Gn 1:24). E, assim foi feito, segundo a palavra do IÁURRU. Já no que diz respeito a criação do homem, ELE mesmo o criou do pó da terra, vivificando-o através de seu fôlego de vida (Nichamat-cha-aim), o qual foi soprado nas narinas deste homem(Gn2:7), tornando-o em um SER VIVENTE, ou seja, em Nefesh Hayah.
 
Abaixo pontuamos alguns textos onde a nichamat cha-aim(fôlego de vida), é descrita como RÚRRA cha-aim, de modo a deixarmos claro, com base nas Escrituras que, em TUDO o que IÁURRU criou, há FÔLEGO DE VIDA e/ou RUACH CHA-AIM( Espírito de Vida):
 
Gn 6:17 " Porque estou para derramar águas em dilúvio sobre a terra para consumir TODA a carne em que há fôlego de vida debaixo dos céus. TUDO o que há na terra perecerá.
 
 
Gn 7:15 " De TODA a carne em que havia fôlego de vida, entraram de dois em dois para Noé na Arca."
 
 
Observem agora o texto abaixo que se encontra em:
Gn 7:22 " TUDO o que tinha fôlego de vida em suas narinas, TUDO o que havia em terra seca morreu."
 
 
2° Comentário - Alma é sim algo à parte do Corpo. Porque segundo as Escrituras, a Alma é a VIDA DO CORPO. Até mesmo porque no ensino hebraico, a Alma é quem vitaliza  o corpo e, também é dito que saindo a alma do corpo, esse morre.
 
Resposta: ERRADO! Esse conceito no qual a alma é apresentada como algo à parte do corpo, NÃO EXISTE antes do cativeiro babilônico, como já mostramos ao longo desse estudo. Esse conceito de alma á parte do corpo, é do período pós exílio, no qual os Yehudim sob forte influências persas e, mais tarde grega, assimilaram conceitos estranhos aos que foram transmitidos aos seus antepassados.
 
Novamente reafirmamos o seguinte: compreender a formação humana fazendo uso de conceitos gregos, dentre eles o conceito de Alma, dificilmente o indivíduo conseguirá compreender que o homem é um SER completo e, indivisível! Todo o Ser deste homem NÃO atua de maneira independente, ou à parte, mas sim em unidade! Daí, quando uma pessoa está ansiosa, todo o seu SER responde a essa ansiedade. Do mesmo modo quando alguém sente medo, raiva, alegria...todas essas emoções são manifestadas através do corpo, mas NÃO significa que este é independente do Ser.
 
3° Comentário - Os animais também são chamados de seres vivos, em razão da mudança no sentido de nefesh, relacionado a garganta, passou para respiração.
 
Resposta: ERRADO! Sabemos que Nefesh é uma palavra polissêmica, ou seja, possui significados diversos, daí a importância de sabermos qual destes se enquadra no contexto analisado. Assim sendo, garganta é um dos significados atribuídos a Nefesh no que tange a respiração; fôlego. Portanto, afirmar que houve mudança de garganta para respiração, não faz sentido, quando se conhece a formação do aparelho respiratório, quer seja dos animais, quer seja dos homens. Assim sendo, garganta está relacionada a respiração pelo fato do ar inspirado, percorrer o caminho que leva esse ar(fôlego) até os pulmões! Diante disso, os animais são Nefesh Hayah( Seres Viventes), porque Yahu assim determinou que eles fossem, quando deu ordem as águas para serem povoadas de enxames de SERES VIVENTES e, do mesmo modo deu ordem a terra para produzir SERES VIVENTES! Os animais são Nefesh Hayah, porque neles há fôlego de vida! Gn 1:20-24
 
4° Comentário - Nefesh é a vida de toda a carne
 
Resposta: ERRADO! A primeira coisa que se faz necessário para aqueles que se deparam a respeito do que é Alma, é compreender o que é Nefesh! E quando enfatizamos a importância de se compreender o que é Nefesh, assim falamos porque, dificilmente aqueles que buscam obter esse entendimento fazendo uso de conceitos filosóficos gregos, compreenderão o real conceito de Nefesh no hebraico!
 
Mais uma vez reafirmamos o seguinte: o sentido de Nefesh na criação descrita em Genêsis, diz respeito a SER/SERES. Daí a necessidade de conceituarmos esse termo no contexto em que ele está inserido! O indivíduo pode saber todos os significados de Nefesh, mas se ele não souber encaixar o significado correspondente desta palavra, ao texto que está sendo analisado, ficará sem entender o que está lendo e, nisso sua leitura torna-se ineficaz!
 
Portanto, Nefesh NÃO é a vida de toda a carne! Nefesh NÃO é um agente vivificador! Nefesh no contexto da criação descrita em Genesis está associado ao que foi criado, ou seja, os Seres que Yahu ordenou para que povoassem as águas, ordenou para que a terra produzisse, dentre outros por ELE criados! TUDO o que IÁURRU criou são SERES, ou seja, são Nefesh! E, estes Seres criados, foram CRIADOS VIVENTES, mas o homem, ou seja, o SER(Nefesh) criado por Yahu, somente TORNOU-SE um SER VIVENTE, isto é, uma Nefesh Hayah, quando lhe foi soprado nas narinas, o Fôlego de Vida(NIchamat cha-aim).
 
 
5° Comentário - As Escrituras revelam que a vida está no sangue, conforme Lv 17:14
 
Resposta: SIM. É verdade! No sangue há vida! Mas a questão é: Por que há vida no sangue? Você leitor, já parou para pensar nisso? Entendermos a respeito disso, é importante, pois ajuda-nos na COMPREENSÃO do papel que o Fôlego de vida exerce nos seres criados por Yahu.
 
Há vida no sangue, pela seguinte razão: porque no sangue é transportado o FÔLEGO/RUACH que nos vivifica! 
 
A partir do momento em que este sangue deixa de circular pelo corpo, todos os orgãos que compõe o Ser Vivo, deixam de funcionar em razão de perderem o fôlego e/ou a energia que os vivifica. Dentre os órgãos que compõe o homem, podemos citar: o pulmão, o qual sem o fôlego de vida, deixa de oxigenar o sangue e, consequentemente, deixa de eliminar o dióxido de carbono; o coração deixa de exercer o seu papel que é o de bombear o sangue oxigenado proveniente do pulmão; o cérebro deixa de exercer suas funções motoras, sensoriais e, emocionais.
 
Como podemos perceber, a ausência do fôlego no sangue, leva à morte TUDO o que compõe o homem! Assim sendo, NÃO é apenas o corpo que morre, mas TODO o SER (NEFESH), em sua totalidade.
 
E, nisso, confirma-se o que nos foi ensinado através das Escrituras: " com a morte, o homem que foi feito do pó, torna para o pó, mas o fôlego/Rúrra cha-aim, torna para Yahu que O deu."
 
6° Comentário - As Escrituras falam que não devemos temer os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes temei o que pode destruir tanto a alma quanto o corpo no inferno. Mt 10:28.
 
Resposta: Esse texto deixa mais que claro que Alma NÃO É IMORTAL! Pois se assim fosse, não haveria a possibilidade dela ser eliminada por alguém, neste caso, Yahu! O que compreendemos a respeito desse texto é o seguinte: Yahu é o único que pode matar o homem em sua TOTALIDADE, isto é, matar o SER com tudo que o compõe!
 
7° Comentário - A parte do homem feita do pó da terra, é o corpo.
 
Resposta: ERRADO! As Escrituras NÃO AFIRMAM ISSO! As Escrituras nos revelam que do pó da terra, Yahu criou o homem. Ponto final! E quando criou o homem, Yahu o criou completo, TOTALMENTE completo! É esse entendimento que falta a muitos...compreender que NÃO foi apenas o corpo que Yahu criou do pó da terra, MAS SIM TUDO, o que compõe o homem criado por Yahu. Assim sendo, quando homem morre, ou seja, o Ser Vivente (Nefesh Hayah), TUDO que o compõe, também morre e, juntamente com ele, tornam para o pó, ou seja, suas emoções, sua dor, sua angústia, seus medos, sua inteligência, sua raiva, suas lembranças...enfim, NÃO é apenas o corpo que é feito do pó da terra, mas também as demais coisas que são através deste corpo manifestadas. Portanto, o homem é um SER em sua totalidade, onde tudo o que o compõe quer seja emoções, órgãos vitais, intelecto, corpo, foram feitos do pó. 
 
Vejamos abaixo, alguns textos que separamos, onde nos é revelado o seguinte:
 
Eclesiastes 3:20 " TODOS vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó."
Observem que no texto acima, Salomão diz que TODOS foram feitos do pó e, para o pó retornarão. Esse TODOS, não está relcaionado tão somente ao corpo, mas SIM ao SER criado em sua totalidade, quer seja o ser humano, quer seja o ser animal!
 
Eclesiastes 9:10 " Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
 
Observem que no texto acima citado, Salomão nos relata que com a morte, é o homem que vai para a sepultura e, NÃO somente o seu corpo! Confirmando assim o que nos foi ensinado: " No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás. (Gn 3:19)
 
Salmos 103:14 " Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó."
Observem que o salmista no texto citado acima, deixa claro que o homem é pó e, NÃO apenas o seu corpo. Precisamos entender que o que IÁURRU criou do pó da terra, foi o homem em sua TOTALIDADE, ou seja, IÁURRU criou o homem completo e, para vivificar esse homem formado do pó, soprou-lhe nas narinas o seu fôlego de vida (Nichamat-cha-aim).
 
Jó 21:23-26 " Um morre na força da sua plenitude, estando inteiramente sossegado e tranqüilo. Com seus baldes cheios de leite, e a medula dos seus ossos umedecida. E outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem. Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem."
 
Observem no texto acima que, Jó nos fornece o seguinte entendimento: tanto o que morre na força de sua plenitude, quanto o que morre na amargura do seu coração, MORREM no pó! E o que torna para o pó, é o que dele foi formado.
 
Jó 34:14-15 " Se ELE pusesse o seu coração contra o homem, e recolhesse para si o seu RÚRRA e o seu FÔLEGO(Nishamat), toda a carne juntamente expiraria, e o homem voltaria para o pó."
 
Observem atentamente que a partir do momento em que Yahu recolhe para si o seu RÚRRA eo seu FÔLEGO do homem, tudo o que compõe esse homem expira, ou seja, morre! E, consequentemente, o homem torna para o pó, pois do pó foi feito! Como podemos perceber, NÃO é apenas o corpo que foi feito do pó, MAS SIM, o homem em sua totalidade!
 
Portanto, de acordo com o ensino escritural, É INCORRETO afirmar que a parte feita do pó da terra, é o corpo, pois se assim fosse, o que retornaria ao pó seria apenas o corpo, MAS de acordo com as Escrituras,  quem torna ao ao pó é homem, pois dele foi criado.
 
 
8° Comentário - Foi a Nefesh(vitalidade) do homem criado tornou-se em Nefesh hayah
 
Resposta: ERRADO! Não havia vitalidade no SER(Nefesh) criado, pois se assim fosse, para que Yahu sopraria de seu Fôlego para tornar esse homem um Ser vivente? Não podemos inventar teorias, mas sim buscar no Yahu o discernimento acerca do que cremos e, apregoamos! E, o que as Escrituras nos revelam é que Yahu criou o homem do pó da terra e, este ao receber em suas narinas o fôlego do Yahu, tornou-se um Ser Vivificado, ou seja, tornou-se em Nefesh Hayah. Portanto o que dá vitalidade, vigor, alento e, força ao homem é o fôlego de vida que Yahu, soprou-lhe nas narinas. É esse fôlego que torna para Yahu, quando o homem morre!
 
9° Comentário - O homem não possuia vida plena, ele era como todos os animais.
 
Resposta: O que seria esse "não possuir vida plena?" O que podemos afirmar de acordo com as Escrituras é o seguinte: antes de receber o fôlego de vida do Yahu, o homem era tão somente um SER (Nefesh), ao contrário dos demais Seres criados por Yahu, os quais foram criados com vida! O homem só se tornou como os demais Seres viventes, quando se tornou um Ser vivente também! E, de que forma o homem se tornou um Ser vivente( Nefesh Hayah)? A resposta é: quando ele foi vivificado através do fôlego de vida do Yahu!
 
10° Comentário - O homem era apenas Nefeh e corpo, quando foi criado. Quando ele recebeu a Nichamat cha-aim, sua Nefesh se tornou em Nefesh Hayah.
 
Resposta: ERRADO! Mais uma vez enfatizamos o seguinte: de acordo com as Escrituras o que Yahu formou do pó da terra, foi o homem em sua totalidade, isto é, Yahu criou um SER (Nefesh) completo, o qual precisava ser vitalizado! E, de que forma se deu essa vitalidade e/ou vivificação? A resposta, de acordo com as Escrituras é: através do Fôlego de vida (Nichamat cha-aim), quando então o SER(Nefesh) criado, tornou-se em Nefesh Hayah.
 
Diante disso, afirmar que o homem era apenas Nefesh e corpo, é ERRADO, pois o homem como Nefesh, ou seja, um SER, ele é completo. Portanto NÃO podemos resumir a sua totalidade apenas ao seu corpo, MAS SIM, levarmos em consideração tudo o que o compõe, tais como: sentimentos, intelecto, personalidade, dentre outros, os quais são manifestos através do corpo!
 
11° Comentário - Antes o homem era um corpo criado do pó da terra, possuia uma Nefesh e, era como os animais.
 
Resposta: ERRADO! De acordo com as Escrituras, o homem NÃO possuia uma Nefesh, o homem É Nefesh! E sua formação, deu-se de modo diferenciado dos demais seres criados por Yahu, pois como já vimos, os animais NÃO se tornaram em Nefesh Hayah, eles já foram criados como Nefesh Hayah(Seres viventes), ao contrário do homem que, tornou-se em Nefesh Hayah a partir do momento em que Yahu soprou-lhe nas narinas, o seu Fôlego de vida!
 
12° Comentário - Quando Yahu inseriu na Nefesh do homem, a nichamat-cha-aim, este homem passou a ser a imagem e semelhança do ALTÍSSIMO.
 
Resposta: ERRADO! As Escrituras em NENHUM momento afirma que foi através do Fôlego de Vida soprado nas narinas do homem, que este se tornou a imagem e semelhança de Yahu! O que as Escrituras nos afirmam é o seguinte: após Yahu ter criado terra, céus e, mar, e tudo o que neles há, decidiu então, criar o homem a sua imagem e semelhança. Ponto final!
 
De acordo com as Escrituras, o papel desempenhado pelo Fôlego de Vida(Nichamat cha-aim) foi o de VIVIFICAR, o Ser criado do pó da terra, ou seja, tornar esse Ser (Nefesh) em um Ser Vivente(Nefesh hayah).
 
Portanto NÃO é o Fôlego do Yahu, soprado nas narinas do homem que o tornou a imagem e semelhança de Elohim! O que tornou o homem a imagem e semelhança de Yahu, foi o fato do próprio Yahu ter dito: “ façamos o homem a nossa imagem e semelhança”! 
 
O querer interpretar o que Yahu disse, faz surgir em nosso meio teorias diversas! Por isso, preferimos ficar com o que nos foi revelado: somos a imagem e semelhança de Yahu, porque assim Yahu falou. Ponto final!
 
13° Comentário - O relato bíblico afirma que tanto homem, quanto os animais, tem Nefesh, porque a alma dá vida ao corpo.
 
Resposta: ERRADO! Mais uma vez reafirmamos o seguinte: de acordo com o que nos é ensinado nas Escrituras, tanto o homem, quanto os animais NÃO possuem Nefesh, ELES SÃO NEFESH! É fundamental entender isso! Pois há uma grande diferença entre o ser algo e, o ter algo! Assim sendo, mais uma vez afirmamos: o homem e os animais, NÃO TEM Nefesh, eles SÃO Nefesh!
 
Outro ponto importante que devemos ter bem definido em nossa mente é o seguinte: a palavra Alma NÃO define o real conceito da palavra hebraica Nefesh. Por isso, muitos tem dificuldade para compreender a criação do homem, pois Alma é um conceito designado pelos filósofos gregos, para explicar a formação humana! Diante disso, podemos conceituar Nefesh e, seus significados, mas Alma…não há como definir! Por isso, evitamos o seu uso, pois não retrata com clareza, o conceito descrito pela termo hebraico, Nefesh, do qual foi traduzido.
 
Veja que no comentário é dito que alma dá vida ao corpo, mas como é possível isso, uma vez que aprendemos que Nefesh no contexto da criação, está relacionado ao Ser/Seres completo(s), isto é, em sua totalidade! Agora perguntamos: como um Ser é capaz de vitalizar o seu próprio corpo? Tem o homem vida em si mesmo? É isso que as Escrituras nos ensinam?
 
Ora, o que temos aprendido com as Escrituras é que, o Fôlego vivifica a Nefesh! Portanto, Nefesh com tudo que a compõe: corpo, emoções, personalidade, intelectualidade, dentre outros, é vitalizada/vivificado por meio do Fôlego, o qual é a energia que nos mantém acessos/vivos!
 
14° Comentário - Yahu não é carne, mas Ruach. Essa é a Sua imagem. Portanto, quando a Palavra de Yahu nos diz que Este criou o homem de acordo com  a Sua imagem, isso quer dizer que em acréscimo ao corpo e alma o homem também tinha isso que é a imagem de Yahu.
 
Resposta: ERRADO! As Escrituras NÃO nos afirmam isso! O que as Escrituras nos afirmam é o seguinte: Yahu é Ruach (Jo 4:24). Mas o fato dELE ser Ruach, NÃO significa que o homem também seja! O que as Escrituras nos revelam é: o homem é Nefesh(Ser). E, como um Ser criado por Yahu, recebeu da parte dEste o Ruach/FÔLEGO de vida, de modo que se tornou em Nefesh Hayah.
 
Portanto, enfatizamos o seguinte: Yahu é Ruach! E, quanto ao homem, este é NEFESH(Ser), o qual tem dentro de si, o Fôlego/Ruach de vida que o vivifica, identificando-o dessa maneira, como um Ser vivo/vivente. Assim sendo, há uma grande diferença entre: o Ser Ruach e, o ter Ruach! 
 
Diante disso, mais uma vez reafirmamos o seguinte: O fato do homem ter sido feito a imagem e semelhança de Elohim, NÃO significa que ele seja semelhante a Yahu, no que tange a ser Ruach! O que precisamos entender é o seguinte: o que torna o homem a imagem e semelhança do Yahu Elohim, é o fato deste ter dito que assim faria o homem, e fez! Ponto final. Uma vez que Yahudisse, está selado e confirmado. O que passar disso, é invenção! 
 
15° Comentário - Uma vez que Adam era corpo, nefesh e Ruach antes que comesse do fruto proibido, e uma vez que, como vimos, ele continuou a ter corpo e alma depois que ele comeu, o que foi perdido para ele naquele dia foi o Ruach que Yahu lhe dera. Ele continuou a ter corpo e alma, mas ele não tinha Ruach.
 
Resposta: Em nenhum momento encontramos tais afirmações nas Escrituras! A primeira coisa que precisa ser esclarecido é o seguinte: O homem é Nefesh e, nessa Nefesh, Yahu soprou seu Fôlego/Ruach de vida (Nichamat cha-aim), de modo que esse homem viesse a se tornar Nefesh Hayah, ou seja, um Ser Vivente.
 
Outro ponto importante a ser esclarecido é: Se os que creem na tricotomia, afirmam que o homem é composto de corpo, alma(nefesh) e, espírito(ruach), como então afirmar que com o pecado, o homem perdeu esse Ruach, uma vez que de acordo com as Escrituras, foi esse RUACH/FÔLEGO que vivificou o Ser criado do pó da terra? Se este tipo de afirmação for verdadeira, como então explicar o que nos foi ensinado: " o homem torna para o pó, do qual foi feito e, o Ruach torna para quem o deu? Ora, se o homem após o pecado passou a ter apenas corpo e, nefesh, com a morte deste, o que torna para Yahu?
 
Portanto, essa afirmação dos tricotomistas, torna-se contraditória, concordam? Ou eles acreditam que após o pecado, o homem se tornou em zumbi, ou seja, num “morto vivo”?
 
Diante disso, o que cremos é o seguinte: o que o homem perdeu ao desobedecer a ordem/palavra do Yahu, foi a sua imortalidade, a qual estava condicionada a Obediência, conforme nos é revelado em Gn 2:17 “ mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa NÃO comerás; porque no dia em que comeres, certamente morrerás.”
 
Portanto, o homem, mesmo após o pecado, continuou sendo Nefesh Hayah (Ser vivente) com toda sua totalidade! De acordo com as Escrituras, com o pecado, o homem perdeu: 1º) sua condição de imortalidade (Gn 2:17); 2º) sua comunhão com Yahu, porque a ação do pecado resulta nisso: no afastamento do homem para com aquELE que o criou (Isaías 59:2). 
 
Daí a necessidade do arrependimento das obras mortas, seguido da liberação do perdão e, com o perdão, o sepultamento do velho homem, decorrente do pecado. Assim sendo, com o arrependimento, o homem passa a ter uma metamorfose mental, ou seja, torna-se convertido a Yahu, de modo que assim como Yahushua conhecia a vontade do PAI e, a praticava, o homem convertido através do arrependimento, também busque agradar a Yahu, mediante a obediência, a submissão, humildade, dependência, emunah(fé) e, ohav(amor)! 
 
E, nisso, mais uma vez reafirmamos o seguinte: Yahu criou do pó da terra o homem, o qual é um Ser(Nefesh). E, este Ser foi criado completo, por isso, não podemos separá-lo do seu corpo, como se dele não necessitasse e, vice-versa! O Ser e, toda a sua totalidade, ou seja, tudo o que o compõe estão unidos de maneira tal, que não há independência, mas sim uma unidade entre eles. Daí quando o Ser fica abatido, ansioso, aflito, alegre, cansado, agitado, com medo, doente, tudo o que o compõe sofre e/ou reage a essas ações através do corpo. Portanto é importante compreendermos que, o homem é um Ser em sua totalidade, que mediante ao Fôlego de vida, tornou-se um Ser vivente! É importante compreendermos que o homem é Nefesh! E, Nefesh não se divide, Nefesh é a totalidade do Ser.
 
Sugerimos ao leitor que acessem também a continuidade desse nosso estudo, onde abordamos a respeito da Imortalidade da Alma. Segue abaixo, o link:
 
 
 
BIBLIOGRAFIA
 
1 - https://www.historiadomundo.com.br/persa/masdeismo-a-antiga-religiao-dos-persas.htm
 
2 - Flávia Galli Tatsch. As Religiões que o mundo esqueceu. Como egípcios, gregos, celtas, astecas e outros povos cultuavam seus deuses. 
Persas. Editora Contexto
 
3 - PLATÃO. Op. Cit. p. 126
 
4 - PLATÃO. Op. Cit. p. 127
 
5 - Bíblia de Jerusalem
 
6 - Bíblia Sheed
 
7 - Tora

 

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