O Falar em Línguas na Congregação

Abordar a respeito do falar em línguas na Congregação, é fundamental, pois embora a manifestação do falar em línguas, seja algo escritural, ou seja, esteja contido nas Escrituras, ainda há os que não acreditam nessa manifestação! O mais estranho disso tudo é que, em meio aos dons que Yahu concede a sua Congregação, mediante o seu Ruach, encontramos da parte de alguns, uma grande resistência e/ou contestação no que diz respeito ao dom de línguas! E, nisso, surge-nos a seguinte pergunta: "Por que será"? Daí a necessidade de compreendermos o que as Escrituras nos revelam a respeito desse assunto!
 
Assim sendo, um dos motivos que nos levaram a trazer pra Congregação do Yahu uma abordagem sobre esse assunto, foi o seguinte: Ao perguntamos para algumas pessoas se elas acreditam na existência do falar em línguas na Congregação, houve quem respondesse o seguinte: NÃO! Eu não acredito! Mas, também nos deparamos com aqueles que embora ACREDITEM que o falar em línguas é algo real, os mesmos se sentem inseguros diante da possibilidade do falar em línguas, denotando-nos o quão importante é, o ensino acerca dos dons espirituais, dentre eles, o falar em línguas.
 
Mas o que muitos buscam saber é: O falar em línguas é algo real? É escritural? E, afim de chegarmos as respostas para essas perguntas, analisaremos de início o texto que se encontra em Atos 2:1-12, onde lemos o seguinte:
 
"E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugarE de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Ruach Kadosh, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Ruach Kadosh lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia, E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Elohim. E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?"
 
Observem atentamente as palavras sublinhadas no texto acima. O motivo que nos levou a destacarmos essas palavras, deu-se pela necessidade de compreendermos o contexto no qual elas estão inseridas! Dessa maneira o que temos é o seguinte:
 
1 - estavam os crentes reunidos no mesmo lugar, afim de celebrar o dia de Pentecostes;
2 - o local em que estavam reunidos, ficou cheio e/ou repleto de um vento veemente e, impetuoso;
3 - todos visualizaram línguas repartidas como de fogo, as quais pousaram sobre cada um dos crentes, que alí se encontravam reunidos;
4 - todos foram cheios do Ruach Kadosh e, começaram a falar noutras línguas;
5 - cada um falava na língua que o Rúrra lhes concedia falar.
 
ANÁLISE E CONTEXTUALIZAÇÃO DOS PONTOS ENUMERADOS NO TEXTO EM ATOS 2:1-12
 
Antes de ir para o PAI, Yahushua deu ordenou aos apóstolos escolhidos por ele, para que NÃO se ausentassem de Jerusalém, mas que alí permancessem até o cumprimento da promessa do Yahu e, que promessa foi essa? A do batismo no Ruach Kadosh! Pois como havia sido apregoado por João , o imersor: " ele batizava em água, mas viria um após ele, que batizaria no Ruach Kadosh." Atos 1:4-8
 
É esse batismo que concederia ao crente o poder e, a autoridade, para apregoar as maravilhas do Yahu, de estreitar os laços de intimidade para com ESTE, de modo a serem testemunhas fiéis de seus feitos, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e, Samaria e, até os confins da terra.
 
O cumprimento dessa promessa, deu-se no dia de Shavuot, festividade que relembra a preparação do povo Yehudi, para receber a Torá. Também é chamada de Atsêret, que significa a Compleição, porque juntamente com Pêssach, Shavuot completa uma unidade. Um outro significado de Shavuot é: Yom Habicurim, ou o Dia dos Primeiros Frutos, onde em agradecimento a Yahu, aqueles que trabalhavam na terra, levava ao Templo, uma oferenda do primeiro trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas e tâmaras que cresciam no campo. Por fim, Shavuot também é chamado de Chag Hacatsir, isto é, a Festa da Colheita, porque o trigo, o último dos grãos a ficar pronto para ser cortado, era colhido nesta época do ano.
 
A celebração de Shavuot, realizada no quinquagésimo dia do Sefirat Haômer(nome dado a contagem dos 49 dias ou sete semanas entre Pessach e Shavuót), no grego, ficou conhecida como Pentecostes. 
 
Como podemos perceber, de acordo com as Escrituras, quando todos estavam reunidos no mesmo local, um vento (no grego: pnoê) forte, encheu todo o lugar, de modo que o Rúrra veio sobre os crentes que alí estavam reunidos e, estes passaram a falar em línguas! E, que línguas eram estas? 
 
Analisando o texto em  grego, encontramos o termo GLOSSAI(γλῶσσαι), em Atos 2:3-4, conforme destacado na foto abaixo. Nesse texto, Glossai é usado para denotar língua. 
 
 
 
Nos textos abaixo, Atos 2:6 e Atos 2:8, a palavra em destaque é: DIALEKTO(διαλέκτῳ), a qual é usada para denotar idioma.
 
 
Assim sendo, o que temos descrito em Atos 2:1-12, é o falar em língua idiomática, um dialeto específico falado por um povo e/ou, uma tribo específica! Atentem-se que, no momento em que o Ruach veio sobre os crentes, estes começaram a falar numa língua que, os que alí estavam, conseguiam compreende-los! Percebam que naquele local havia: Partos e Medos, Elamitas e, os que habitavam na Mesopotâmia, os da Judéia, Capadócia, Ponto e Asia, Frígia e Panfília, os do Egito e, partes da Líbia, junto a Cirene e, forasteiros Romanos, tanto judeus, como prosélitos, Cretenses e Árabes. Todos estes conseguiam ouvir e, entender em sua lingua de origem, o que estava sendo falado pelos crentes, ou seja, eles ouviam os crentes falando a respeito das maravilhas do Yahu!
 
Diante disso, a manifestação do Ruach, no evento que se deu em Pentecoste, denota-nos o revestimento concedido aos crentes, de modo que cheios do Ruach, estivessem aptos para o servir a Elohim, apregoando as suas maravilhas!
 
VEJAMOS ABAIXO O TEXTO QUE SE ENCONTRA EM 1 COR 14:1-30, onde lemos o seguinte:
 
"...Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Elohim; porque ninguém o entende, e em Ruach fala mistérios...O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo... E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a Congregação receba edificação. E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina? Da mesma sorte, se as coisas inanimadas, que fazem som, seja flauta, seja cítara, não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a cítara? Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?...Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu Ruach ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o Ruach, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o Ruach, mas também cantarei com o entendimento... Todavia eu antes quero falar na Congregação cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida... De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis. Se, pois, toda a Congregação se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? ...Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na Congregação, e fale consigo mesmo, e com Elohim... "
 
Observem atentamente a palavra "língua" sublinhada no texto acima. O motivo que nos levou a destacarmos essa palavra, deu-se para mostrar que neste caso, o falar em línguas está relacionado a um falar inteligível! A um falar que para resultar em edificação da Congregação, faz-se necessário quem a interprete, isto é, faz-se necessário o dom de interpretar a língua celestial.
 
No grego, o termo usado para designar língua no texto em 1Cor 14 é: Glosse(γλώσσῃ), ou seja, uma língua que NÃO está relacionada a dialektos (idioma), MAS SIM, uma língua espiritual, a qual edifica aquele que fala, mesmo este não sabendo o que está falando. Daí compreendermos a instrução de Shaul, quando diz a respeito da necessidade de ter quem interprete o falar em línguas, pois assim sendo, toda a Congregação é edificada e, não apenas aquele que fala!
 
Como podemos perceber na contextualização dos textos que se encontram em Atos 2:1-12 e; 1Cor 14:1-30, temos dois tipos de manifestação do Rúrra no que tange ao falar em línguas: 
 
1º - é o falar em línguas idiomáticas, ou seja, num idioma em que aquele que o fala, consegue se fazer entender por aquele que o ouve; neste caso, isto é, no texto em Atos 2:1-12, encontramos dois termos distintos, são eles: Glossai, que em grego significa língua e, Dialektos, que em grego significa idioma falado por um povo, por uma tribo..., portanto neste caso, o falar em línguas fica nítido que está relacionado a língua idiomática, que é entendida por aquele a quem a mensagem é transmitida ;
 
2º - é o falar em línguas "estranhas", celestiais! Neste caso, conforme podemos observar no texto em 1Cor 14:1-30, fica nítido, que a língua alí mencionada, NÃO se trata de idioma, mas sim, num "linguajar" que resulta em edificação para aquele que a fala, e para a Congregação se houver quem a interprete! Portanto, Não é uma língua pra se falar aos que não receberam as Boas Novas, isto é, não é pra ser falada aos NÃO crentes, pois estes, além de não compreende-la, tem quem a fale, como louco!
 
O FALAR EM LÍNGUAS É SINAL PARA QUEM?
 
Quando analisamos o texto em 1Cor 14:22, lemos o seguinte: " De sorte que as línguas são um sinal, NÃO para os fiéis, MAS para os infiéis." O mais estranho nesse texto é que, quando avançamos em nossa leitura, deparamos-nos com o versículo 23, onde lemos o seguinte: " Se, pois, toda a Congregação se reunir num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?
 
Ora, parece-nos confuso tal afirmação de que o falar em línguas é sinal para infiéis, uma vez que, estes, ouvindo os crentes falando em línguas celestiais, pelo fato de não entenderem uma vírgula sequer, tomam os que falam em línguas, como loucos! Assim sendo, O FALAR EM LÍNGUAS, É UM SINAL PARA OS CRENTES, os quais creem no IÁURRU e, nos dons espirituais, concedidos por ESTE, para a edificação dos que habitam debaixo de sua Tenda(Ohel).
 
Portanto, somos instruídos a: "seguir o amor e, procurar com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar." Uma outra instrução que nos é concedida é: havendo pois, quem fale em línguas, que este(a) busque o dom de interpretá-la, pois o que fala em língua desconhecida, não fala aos homens, mas sim a Elohim, logo, ninguém o entende, pois em Ruach fala mistérios. 
 
COMPREENDENDO A RESPEITO DO BATISMO NO RUACH
 
Falarmos a respeito desse assunto, é de grande importância, pois há quem acredite e, apregoe que a evidência do Batismo no Ruach é o falar em línguas! Mas no que se baseia essa afirmação? Qual a evidência do Batismo no Ruach? O que é o Batismo no Ruach? 
 
Vejamos o texto abaixo:
 
Atos 10:30-47 "E disse Cornélio: Há quatro dias estava eu em jejum até esta hora, orando em minha casa à hora nona. E eis que diante de mim se apresentou um homem com vestes resplandecentes, e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas estão em memória diante de Elohim. Envia, pois, a Jope, e manda chamar Simão, o que tem por sobrenome Pedro; este está hospedado em casa de Simão o curtidor, junto do mar, e ele, vindo, te falará. E logo mandei chamar-te, e bem fizeste em vir. Agora, pois, estamos todos presentes diante de Elohim, para ouvir tudo quanto por Elohim te é mandado. E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Elohim não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo. A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Yahushua (este é o Adon de todos); Esta palavra, vós bem sabeis, veio por toda a Judéia, começando pela Galiléia, depois do batismo que João pregou; Como Elohim ungiu a Yahushua de Nazaré com o Ruach Kadosh e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Elohim era com ele. E nós somos testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judéia como em Jerusalém; ao qual mataram, pendurando-o num madeiro. A este ressuscitou Elohim ao terceiro dia, e fez que se manifestasse, Não a todo o povo, mas às testemunhas que Elohim antes ordenara; a nós, que comemos e bebemos juntamente com ele, depois que ressuscitou dentre os mortos. E nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Elohim foi constituído juiz dos vivos e dos mortos. A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome. E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Ruach Kadosh sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Ruach Kadosh se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Elohim. Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Ruach Kadosh?"

 

Citamos esse texto em Atos 10, porque nele obtemos o seguinte entendimento: Havia na cidade de Jope, um homem temente a Elohim, mas ainda não havia ouvido falar a respeito das Boas Novas! E, nisso Pedro foi enviado até este para falar-lhe a respeito de Yahushua. E, enquanto Pedro falava acerca das maravilhas de Elohim, o Ruach Kadosh veio sobre os gentios que alí estavam, isto é, Cornélio, os de sua casa, bem como seus servos, de modo que todos começaram a falar em línguas!

Observem que a manifatação do Batismo no Ruach, que ocorreu na casa de Cornélio, foi diferente da manifestação do Batismo no Ruach que se deu em Pentecostes, embora tal Batismo, tenha sido concedido pelo mesmo Ruach! Em Atos 2, o Batismo revestiu aos crentes, de modo que estes apregoavam a todos que alí estavam presentes, as maravilhas de Elohim. Já no caso de Cornélio, o falar em línguas, mediante o Batismo no Ruach, deu-se para com Elohim e, não para com os homens!

 

Vejamos também o texto abaixo:

Atos 19:1-6 E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Ruach Kadosh (Espírito/Vento/Sopro Santo). Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Yahushua, o Mashiach(Ungido). E os que ouviram foram batizados em nome do Adon Yahushua. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Ruach Kadosh; e falavam línguas, e profetizavam."

Observem que no texto citado acima, em Éfeso, Shaul encontrou alguns discípulos, que já eram imersos no batismo de João, ou seja, o batismo para arrependimento. Ao ouvirem de Shaul acerca daquele a quem João anunciou que viria após ele, esses discípulos foram imersos no nome Yahushua, sendo batizados pelo Ruach através da imposição de mãos de Shaul, onde começaram a falar em línguas.

Como podemos perceber, ao contrário do que aconteceu com Cornélio e, toda sua casa, os quais foram batizados ANTES mesmo de serem imersos em águas, os discípulos encontrados por Shaul em Éfeso, receberam esse batismo, APÓS serem imersos em águas, o que denota que O AGIR DO IÁURRU é MULTIFORME!

Vejamos também os textos abaixo:

Isaías 11:2 "E repousará sobre ele o Ruach de YHWH, o Ruach  de sabedoria e de entendimento, o Ruach  de conselho e de fortaleza, o Ruach  de conhecimento e de temor de YHWH."

Mc 1:9-10 " E aconteceu naqueles dias que YAHUSHUA, tendo ido de Nazaré da Galiléia, foi batizado por João, no Jordão. E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Ruach, que como pomba descia sobre Ele."

Gálatas 3:27 "Porque todos quantos fostes batizados em Yahushua, já vos revestistes de Yahushua."

Quando paramos para analisar os textos acima citados(Isaías, Mc, Gl), damo-nos conta que o agir do Altíssimo, verdadeiramente é multiforme! Percebam que ao contrário do que aconteceu com Cornélio e, os de sua casa, os quais foram primeiramente batizados no Ruach Kadosh e, depois nas águas, o Ungido foi batizado primeiramente nas águas e, logo em seguida, no Ruach! É, esse batismo, o qual cremos, ser o revestimento que lhe foi concedido para servir em prol do Reino de Elohim, para manifestar o poder e autoridade daquEle que O enviou.

O ser revestido de poder e autoridade concedido por Yahu, através de Yahushua, faz com que tenhamos sobre nós, o derramar do Ruach Kadosh! Faz com que sejamos capacitados para servir em prol do Reino de Elohim, assim como Yahushua também serviu! Portanto, o Batismo no Ruach capacita-nos  para o bom desempenho da função que viermos a exercer na Ohel(Tenda) do Yahu, função essa a ser realizada com humildade, temor, obediência, submissão, emunah...e, assim fazendo, essa Ohel seja a cada dia ampliada e/ou estendida, de modo a receber todos quanto forem resgatados do Reino das trevas, para nela serem inseridos.

Portanto, convém mencionarmos o seguinte: e o Batismo no Ruach Kadosh, também está relacionado a Autoridade Espiritual! E, o agir segundo essa Autoridade, é atuar no Reino de Elohim, em seu Nome!

Assim sendo, de acordo com as Escrituras, o falar em línguas NÃO é a única e exclusiva evidência de que o crente é batizado no Ruach! Dentre as evidências de que somos batizados no Ruach está o de nos fazermos UM com o PAI e, com o Filho, de maneira que nessa Unidade, vivamos em novidade de vida, dando testemunho acerca do que cremos e, em quem cremos!

O discurso de que somente é batizado no Ruach aquele que fala em línguas, limita o agir do Yahu para com o servo fiel, ou seja, para com aquele que deposita no Yahu a sua confiança. Esse tipo de discurso, gera muito das vezes, naquele que não fala em línguas, o sentimento de inferioridade, de incapacidade de atuar no Reino como agente multiplicador! Em alguns casos, faz com que estes, vejam os que falam em línguas, como aqueles que são os mais espirituais, os mais santificados e, aptos em atuar em prol, do Reino de Elohim, quando na Verdade, TODOS que são revestidos de Yahushua, tem sobre si o derramar do Ruach! Tem sobre si, os dons do Ruach! E, a manifestação desses dons, dá-se no tempo certo, no tempo do Yahu, onde somos aperfeiçoados e, instruídos como um bom soldado, afim de combater o bom combate !

Diante disso, precisamos ter em mente o seguinte: o falar em línguas, é um dos dons concedido por Yahu através de seu Ruach e, assim como tantos outros dons, deve ser buscado com zelo, porém, havendo naquele que o recebe, o desejo de edificar a Congregação através do falar em línguas, que o mesmo busque interepretá-la! Por isso Shaul ensina que dentre todos os dons espirituais, que busquemos o de profetizar, pois onde há profecia, o povo não se perde, ao contrário mantém-se coeso, firme e convicto de sua emunah no que crer e, em quem crê!

Por isso, enfatizamos o seguinte: o ser batizado no Ruach é acompanhado de evidências que testifique acerca do que apregoamos, tais como: o viver em novidade de vida! Yahushu deu testemunho desse batismo, ao falar com autoridade acerca das maravilhas daquEle que O enviou, ao expulsar demônios, ao trazer cura para os que se encontravam enfermos, vida aos que se encontravam mortos, renovou esperança e, a emunah dos que aguardavam com paciência, a salvação prometida por Yahu! Do mesmo modo, nós que somos revestidos de Yahushua, precisamos trazer conosco evidências do batismo que recebemos no Ruach, evidências essas que podem ser variadas e, devem ser abundantes em nosso meio!

Portanto, em uma Congregação, o Batismo no Ruach pode ser evidenciado com o falar em línguas, mas também através do dom de interpretar línguas, de visão, de sonhos e, interpretação destes; dom do aconselhamento, da hospitalidade; dom de cura, de profecia... é a abundância desses dons que faz com que a Tenda(Ohel) do Yahu seja ampliada, de modo a receber todos quanto são colocados debaixo dela.

 

O VERDADEIRO AHAVAH(AMOR), LANÇA FORA TODO O MEDO

Uma das coisas que dificulta o falar em línguas na Congregação, é o fato de alguns ainda trazerem consigo, lembranças da vida de outrora, ou seja, trazem consigo experiências espirituais, as quais tem receio de fazerem uso novamente. O que se faz necessário compreender é que, aquele a quem servimos, é exatamente aquele que nos concede o revestimento espiritual para atuarmos em prol de seu Reino! Em Yahushua tudo se faz novo! E, para esse novo se tornar uma realidade em nossa vida, faz-se necessário avançarmos, prosseguirmos no conhecimento daquEle de quem temos feito menção! Somente quando assim procedemos, vamos nos libertando dos velhos conceitos, das velhas experiências e, vivenciando o TUDO NOVO que em Yahushua alcançamos!

Portanto, Não é o fato de outrora o indíviduo ter falado em línguas "estranhas" no meio do qual fazia parte, que hoje em Yahushua, desprezará o que é escritural. Os filhos das trevas conhecem e reconhecem a existência de dons existentes no Reino espiritual e, os buscam da parte daquele em quem confiam, afim de fazerem uso, no meio em que vivem. Assim sendo, nós, filhos da Luz, devemos buscar com mais empenho, os dons que Yahu nos concede mediante seu Ruach, de modo que a sua Luz seja espandida em meio as trevas, de modo que haja vida em meio a morte, verdade em meio a mentiras, salvação em meio a perdição!

Diante disso, em meio a perguntas, do tipo: "como buscar esse dom?" A resposta que encontramos nas Escrituras é: pedindo a Yahu, tendo sempre em mente que, o agir dEle é multiforme e, os dons Ele concede a quem desejar. Assim sendo, há quem não fale em línguas, mas tem sonhos, tem visão, dom de discernimento de Ruach, dom de aconselhamento... As evidências do Batismo no Ruach, é de imediato no que diz respeito a conversão! Já a manifestação dos dons do Ruach, pode ser manifesto imediatamente, como pode levar um tempo para ser manifesto! O lema é: pedi, pedi e, dar-se-vos-á! E, o que lhe for concedido, que seja multiplicado em 100;1000...

Portanto, aquele que deseja falar em línguas, que busque esse dom, não por vaidade, nem pelo desejo de se colocar acima dos que estão a sua volta! Mas sim, o busque em Verdade, em emunah, em ahavah(amor)! Até porque, como já vimos, aquele que fala em línguas edifica a si mesmo, pois fala com Elohim, mas aquele que profetiza, fala aos homens a respeito de Elohim, de modo que se fazendo entender, edifica a toda Congregação!

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